Como é que a sua vida veio aqui parar?

Alguma vez se perguntou como raio é que a sua vida chegou ao ponto em que está? É provável que sim. Todos nós nos fazemos essa pergunta em determinada altura das nossas vidas.

É curioso como as coisas nunca acontecem exatamente como as planeamos. Ainda assim, somos capazes de alcançar metas importantes, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis.

O futuro é incerto. Mas não assim tanto.

Isto significa que embora o futuro seja incerto, há também uma vertente previsível neste. Essa vertente previsível engloba as áreas onde conseguimos agir com um resultado em vista, e originar o efeito desejado.

O único problema é que o efeito desejado, muitas vezes, não é de facto aquele que mais desejamos.

A psicóloga Jennice Vilhauer começa a sua Ted Talk com esta afirmação:

“Você age com base naquilo que espera e não naquilo que quer”

Agir com base naquilo que esperamos e não no que queremos é feito inconscientemente e esta, é uma tremenda revelação!

Significa que precisamos de acreditar mais em nós mesmos.

Como saber aquilo que quer.

Faça-se a seguinte pergunta:

– O que é que eu quero verdadeiramente?

Não aquilo que acha razoável, nem aquilo que acha fácil de conseguir. Mas o que deseja seriamente e sem a influência de opiniões de terceiros.

Quando conseguir responder a esta pergunta, tente por sua vez descobrir onde tem estado o seu foco? Para onde tem dirigido a sua atenção nos últimos anos?

O condicionamento social.

Tem agido meramente com base no que espera? Ou tem conseguido retirar as camadas a mais para poder realizar o que quer verdadeiramente?

As camadas a mais são as suas crenças limitantes, as suas noções preconcebidas, os limites imaginários que criou na sua cabeça e que cresceram até bloquear as suas ações.

Pessoalmente, vou começar a fazer-me esta pergunta pelo menos uma vez por semana, para ter a certeza de não me autossabotar. Sugiro que faça o mesmo.

A partir de uma certa idade, a maioria das pessoas deixa de sonhar e transforma-se em zombies. Os limites das suas zonas de conforto ditam os seus destinos.

Os momentos de clareza.

Há momentos de lucidez em que se perguntam:

– Como é que eu vim aqui parar?

Mas o desconforto derivado de tentar algo novo, de tomar decisões ousadas e de eventualmente fracassar, não as permite avançar nas suas vidas.

Nunca é tarde para causarmos mudanças significativas. Antes de sair da zona de conforto, a pergunta que nos vem à mente é sempre a mesma:

– Estarei preparado?

A resposta é NÃO!

Nunca se está preparado para sair da zona de conforto. Contudo, o desconforto da adaptação é apenas temporário!

E sabe o que mais é temporário?

As nossas vidas.

Se tem a noção de que o que está a viver nada tem a ver com o que quer, depois de se perguntar a si mesmo:

– Como raio é que cheguei aqui?

Faça-se uma pergunta muito mais importante:

– O que tenho de fazer para sair deste ponto?

É altamente improvável que a resposta seja agradável. Pois só existe crescimento na presença do desconforto.

Pergunta: Alguma vez teve de tomar decisões desconfortáveis?

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