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As 5 maiores lições da biografia de Steve Jobs

Capa da biografia de Steve Jobs



Comecei a ler esta biografia há cerca de duas semanas. Eram cerca das 17h quando abri a primeira página para ler a minha habitual hora diária.

A história de Steve Jobs prendeu-me de tal maneira desde o início do livro que, com toda a certeza, se não tivesse outros compromissos, ficaria a ler sem pausas até às 2h ou 3h da manhã, altura em que me veria obrigado a parar por já não aguentar estar sem comer.

Não querendo entrar em exageros, aprendi mais sobre empreendedorismo a ler esta biografia, do que aprendi com todos os livros que já li dedicados exclusivamente ao tema.

Muito antes de chegar a meio do colosso de 709 páginas, percebi que teria de escrever um artigo sobre as arrebatadoras aprendizagens que estava a ter.

Um homem fora do comum.

Devido à sua extravagância e irregularidade, Steve Jobs poderia perfeitamente servir de exemplo para uma personagem fictícia de um qualquer blockbuster de Hollywood. Com a única diferença de ter existido no mundo real.

Desde a andar descalço na rua, até à sua obsessão pelo design que o impedia de conseguir mobilar as suas propriedades, as características incomuns evidenciadas na sua personalidade proliferavam.

De génio e louco Steve Jobs não tinha pouco!

Apesar de cruel, génio e visionário são outros dois títulos que lhe assentam na perfeição. Este homem mudou o mundo. Eu não imaginava a quantidade de coisas que hoje existem graças a ele.

Como por exemplo, as caixas que hoje em dia vêm com grande parte dos smartphones e computadores, e que deram origem aos populares vídeos de unboxing no Youtube. Os movimentos intuitivos que utilizamos para interagir com os nossos smartphones.

As interfaces gráficas dos computadores que apesar de não terem sido inventadas pela Apple, tornaram-se referência nos computadores graças a esta. A lista é extensa, sem falar dos incrivelmente bem-sucedidos filmes do estúdio de animação Pixar, criado por Steve Jobs.

À medida que fui avançando na leitura desta biografia, fui tomando notas sobre os ensinamentos mais importantes e que quero aplicar nas áreas da minha vida onde poderão ser aplicáveis.

Antes de conhecer as 5 lições da biografia de Steve Jobs que compilei neste artigo, recomendo a visualização do seu discurso, na Universidade de Stanford em 2005 que se tornou num fenómeno, contando com 30 milhões de visualizações à data da publicação deste texto.

Este vídeo passou a fazer parte da minha lista de favoritos do Youtube e será um vídeo que irei rever sempre que precisar de inspiração.

Lição nº 1.

Seguir a paixão.

Sou das pessoas que mais odeia narrativas cor-de-rosa, como as dos filmes pirosos que nos condicionam a acreditar que vivemos num mundo de unicórnios e lindos arcos-íris.

Steve Jobs conhecia o valor do trabalho árduo e não vivia sem ele. Na sua biografia, realçou por diversas vezes a importância de trabalhar em produtos de que se gosta, de seguir a sua paixão. Dizia que quando se trabalha no que se gosta, é quando se está mais disposto a fazer o esforço adicional para tornar aquilo que se faz num produto de excelência.

Lição nº 2.

Estar-se nas tintas para agradar aos outros.

Steve Jobs não tinha problema rigorosamente nenhum em dizer aquilo que pensava, estivesse ele com quem estivesse, ou estando a ser entrevistado na televisão.

No mundo dele, era ele quem sabia como as coisas deviam de ser e quem não concordasse era simplesmente estúpido. A arrogância estava bem latente na sua personalidade e todas as pessoas que lidavam com ele no seu dia-a-dia sabiam o que esperar.

Contudo, uma coisa é certa. Quando Steve Jobs foi despedido da Apple e substituído por outro CEO, a Apple entrou num ciclo de declínio tendo prejuízo em vez de retorno anualmente, até lhe ser restituído novamente o cargo de CEO que fez a Apple a empresa tecnológica mais valiosa do mundo na altura (à data deste texto a Apple já é a empresa mais valiosa do mundo e não apenas na área tecnológica, tendo ultrapassado a Amazon e a Alphabet).

Lição nº 3.

Esquecer as regras e ser-se criativo.

Uma das vantagens de alguém não se importar com o que os outros pensam, é a possibilidade de explorar a sua criatividade sem receios e sem filtros. Steve Jobs era a favor da simplicidade.

Basta observar qualquer produto da Apple para perceber que estes nunca vêm atafulhados de características apenas para parecerem bons.

A sua visão, eram produtos com um design clean e deslumbrante, em que tudo tinha de funcionar na perfeição. Era muito raro interessar-se pelo aquilo que outros andavam a fazer. As suas ideias eram as que prevaleciam.

Lição nº 4.

Mais vale ser rebelde e arrojado do que seguir o rebanho.

Contrariamente ao padrão da indústria, em que eram realizados estudos de mercado para saber o que o público desejava, Steve Jobs tomava decisões em meia hora que noutras empresas teriam demorado meses.

Os produtos que mandava as suas equipas desenvolver, não tinham como intuito servir um nicho. Pois Steve tinha a mania de que ele é que sabia o que as pessoas iriam querer sem lhes perguntar, e surpreendentemente, a maior parte das vezes tinha razão.   

Lição nº 5.

O génio e a loucura andam mesmo de mãos dadas.

Loucura, é uma palavra com um significado interessante. Não existe qualquer dúvida em relação ao génio de Steve Jobs, apesar de ele ter tido a mania de andar descalço na rua e de tomar banho apenas uma vez por semana.

A característica mais falada na biografia de Steve Jobs, é aquela a que um dos seus contemporâneos batizou como o campo de distorção da realidade.

Devido ao seu carisma e à sua capacidade de influência e persuasão, conseguia convencer outras pessoas das suas ideias que à partida pareciam completamente loucas!

Várias pessoas no topo da hierarquia da Apple e com grande poder de decisão, foram sugadas durante anos para dentro do campo de distorção da realidade de Steve Jobs. Permitiram-lhe tomar decisões a nível empresarial que jamais outro CEO seria autorizado a tomar.

Conclusão.

No meio de tantos marketeers a darem palestras sobre como ter sucesso na vida, esta biografia é uma lufada de ar fresco. Steve Jobs contactou Walter Isaacson para escrever a sua biografia quando descobriu que tinha um cancro.

Walter Isaacson foi também o autor das biografias de Albert Einstein, Benjamin Franklin e Leonardo Da Vinci, acabando por escrever a única biografia autorizada de Steve Jobs.

A escolha por este autor prendeu-se com o facto de saber que iriam constar partes da sua vida de que ele não gostava na sua própria biografia, o que na sua perspetiva era uma coisa boa, pois desta forma não iria parecer embelezada.

Esta obra será sem dúvida alvo de uma releitura da minha parte no futuro.

Qual das 5 lições da biografia de Steve Jobs mais o impressionou?

5 comentários em “As 5 maiores lições da biografia de Steve Jobs”

  1. Steve Job’s realmente um homem impar e particular. Sempre bom conhecer um pouco mais sobre esse homem que fez toda a diferença. Hum das lições… me identifico com todas: seguir o que a gente ama, o que somos apaixonados em fazer é o ponto de partida. Nos outras lições eu colocaria uma pitada de parcimônia kkk Adorei 🙂

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