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Porque é que deve arriscar-se no desconhecido

Quando as suas rotinas diárias estão bem estabelecidas, arriscar-se no desconhecido pode parecer um retrocesso. Mas, como ouvi alguém dizer uma vez:

“Às vezes para dar dois passos em frente, é necessário dar um passo atrás primeiro”.

O desconhecido nas nossas vidas.

O desconhecido abrange vários cenários. Uma mudança de emprego, de país, de ramo de negócio, de hábitos ou a aprendizagem de novas habilidades.

Alguns destes cenários surgem por vezes repentinamente, outras vezes, somos nós que os procuramos. Uma boa altura para nos lançarmos na descoberta de novas estratégias, é quando as nossas rotinas já não produzem resultados.

Lidar com o medo do desconhecido.

Quando surge nas nossas vidas a necessidade de nos lançarmos numa nova aventura, é importante nos lembrarmos de que a ideia do desconhecido causa mais medo do que o ato de nos aventurarmos realmente neste.

Pensar em sair da zona de conforto vem acrescido de uma ansiedade que não é sentida quando experimentamos algo novo, e mesmo que sintamos ansiedade, esta rapidamente se desvanece assim que o desconhecido se torna familiar.

A minha experiência com o desconhecido.

Experienciei recentemente o desconhecido em primeira mão, durante a mudança de plataforma deste site. Se já aqui esteve antes, pode constatar que o blog está com um design totalmente diferente e que o site está muito mais rápido.

Para efetuar esta mudança, foi necessário interromper temporariamente os meus hábitos diários de escrita e de leitura, e começar a aprender novas ferramentas de webdesign com a ajuda de tutoriais.

A mudança passou por retirar todo o conteúdo da plataforma antiga no Wix e fazer um site novo no WordPress, o que implicou a aquisição de novos conhecimentos, desde a aprendizagem sobre servidores de internet até à utilização de plugins, para além da utilização de ferramentas de webdesign como já mencionado.

Abriu-se um mundo completamente novo para mim, e o medo de fazer algo de errado esteve bem presente durante a maior parte do processo. Por diversas vezes, os passos executados por mim não deram certo, obrigando-me a voltar atrás para analisar e procurar mais informação.

Devo mesmo afirmar que muitas coisas não ficaram bem feitas à primeira, e que necessitaram de a minha atenção exclusiva durante vários dias só para resolver os problemas criados.

Como o medo do desconhecido deu lugar à aprendizagem.

Depois de várias situações semelhantes, comecei a perceber que sempre que surgia um novo problema, era apenas uma questão de tempo até o resolver.

O pânico dissipou-se progressivamente, ao ponto de já não sentir qualquer ansiedade quando aparecia um novo problema, mesmo que não soubesse por onde começar para o solucionar.

Antes de realizar esta mudança, pensei muito sobre as suas implicações, sobre aquilo que poderia dar errado e sobre os benefícios e as desvantagens. Optar por ficar com a plataforma antiga iria certamente ter implicações também.

Por esse motivo, decidi mergulhar no desconhecido e lidar com os problemas à medida que estes surgissem. O mais difícil para mim foi o pensamento de ficar dois meses, o prazo colocado por mim para concluir esta tarefa, sem escrever e sem ler.

Pois iria usar cada minuto do meu tempo para fazer esta mudança o mais rápido possível para não ter o blog em standby demasiado tempo.

Agora que tudo está concluído, posso afirmar que estou muito contente com o resultado final, com as aprendizagens e com os novos conhecimentos técnicos que permanecerão comigo.

Posso voltar a dedicar-me às minhas rotinas de escrita e de leitura que são o meu verdadeiro propósito e com duas lições de vida que jamais esquecerei:

1 – As nossas rotinas diárias podem ser interrompidas temporariamente se necessário.

Sou defensor de que as metas mais gratificantes são realizadas numa perspetiva de longo prazo, com rotinas diárias estabelecidas.

O que nunca me tinha ocorrido, é que por vezes, essas rotinas diárias podem ser interrompidas temporariamente para resolver um problema urgente, e adquirir novos conhecimentos.

2 – Abraçar o desconhecido é a melhor maneira de lidar com ele.

Para abraçarmos o desconhecido, temos de aceitar que surgirão desafios inesperados com os quais teremos de lidar. Ajuda muito saber que esses desafios trarão aprendizagens de alto valor consigo.

Mais vale nos lançarmos em território inexplorado e aceitar que não controlamos o processo, do que ficarmos estagnados.

Estas foram as duas lições que retirei da experiência.

As oportunidades escondidas no desconhecido.

Há mais uma coisa na qual deve pensar, que é na possibilidade de existirem oportunidades à espera na sua vida que não sabe que existem. Oportunidades essas que apenas surgem durante a exploração do desconhecido.

Às vezes, aquilo que quer, mas que não sabe que quer, aparece em lugares onde deveria de estar, mas que não sabe que existem.

Esses lugares, estão no desconhecido.

Pergunta: Alguma vez teve necessidade de se lançar em território desconhecido?

5 comentários em “Porque é que deve arriscar-se no desconhecido”

  1. Acho que quando amadurecemos estamos mais propensos a nos arriscar. Já fiz isso tantas vezes, claro que nem sempre dá certo, porém é um grande aprendizado que dá para tirar.
    Adorei esse texto.

  2. Dizem que a vida começa onde a zona de conforto termina, né? Apesar de também achar que devemos abraçar nossa rotina e aceitá-la como parte da vida, sou super a favor em quebras ocasionais para tentar novos meios de evolução… É na novidade que a gente avança, sempre, viva a mudança!

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