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Como tirar um dia de folga e outras dicas para workaholics

Este artigo foi escrito a pensar principalmente numa pessoa, eu! Durante muito tempo, mantive um estilo de vida em que simplesmente não tirava dias de folga, acreditando que desta forma, conseguiria alcançar as minhas metas mais rapidamente.

Num dia normal, assim que me sento à frente do computador para começar a trabalhar, durante os primeiros 10 ou 20 minutos, tenho como hábito ver alguns vídeos motivacionais.

O suficiente para ter a minha dose de inspiração diária e para me relembrar de que tudo é possível. Só que em quase todos estes vídeos, existe uma premissa que é repetida constantemente e que nos diz o seguinte:

“Se quer ter sucesso, trabalhe o máximo de horas possível durante dia e durma o mínimo que conseguir à noite”

E eu costumava ir na conversa e fazia exatamente isso, até que um belo dia…

Burnout

burnout acontece quando esgota a sua energia toda. No meu caso, descobri que chegava ao burnout quando começava a sentir uma mistura de exaustão com ansiedade, durante 24 horas por dia (a dormir também).

Até chegar ao ponto em que já não conseguia sequer sentar-me à frente do computador, começando assim um ciclo de procrastinação que poderia durar até 3 meses!

Quando chega ao burnout, deixa de sentir motivação para realizar os seus sonhos e já não consegue ter prazer com aquilo que faz, mesmo que o seu trabalho esteja totalmente alinhado com o seu propósito de vida.

Porquê tirar um dia de folga todas as semanas.

A incapacidade resultante do burnout pode fazê-lo regredir à estaca zero, se este o levar a procrastinar durante muito tempo, tal como me levou a mim por diversas vezes.  

Este conselho não serve apenas para quem trabalha por conta própria e que raramente tira um dia para descansar, mas também para quem tem um trabalho de segunda à sexta e que desenvolve alguma habilidade paralelamente.

Quer seja a escrita, a programação, a pintura ou a bolsa de valores, de vez em quando tem de se retirar por pelo menos 24 horas para não perder o discernimento.

Tirar um dia de folga não serve apenas para evitar o burnout. Contribui também para recarregar as suas reservas de criatividade e a sua energia de forma a ser mais produtivo.

Quando trabalho neste blog, foco-me por períodos de 1 hora numa única tarefa. De seguida, faço uma pausa de 10 a 15 minutos e volto a focar-me por mais uma hora sem interrupções.

Esta é para mim a forma mais agradável e menos cansativa de trabalhar. A sua pode ser diferente da minha, mas se quer ter sucesso numa perspetiva de longo prazo, deve conhecer os seus limites, e não se forçar demasiado para além dos mesmos.

As minhas regras para não me esgotar.

– Beber entre 6 a 8 copos de água por dia.

Normalmente quando fico com dores de cabeça é por me ter esquecido de beber água.

– Dormir no mínimo 7 horas por noite.

Menos de 7 horas e deixo de escrever coisa com coisa.

– Fazer exercício três vezes por semana.

Ir ao ginásio três vezes por semana faz milagres pelas minhas tendinites.

– Durante as pausas nada de computador nem de telemóvel.

Fazer uma pausa para continuar sentado à frente do computador de nada serve. Levanto-me sempre, caminho um pouco e estico os braços e as pernas.

Conclusão.

Deve ter como objetivo o de ser eficaz, e não o de trabalhar arduamente. Pois embora digam que quem corre por gosto não cansa, o que nunca ninguém diz, é que quem descansa de vez em quando não só corre mais rápido, como ainda corre por mais tempo.

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Pergunta: tem outras dicas para não chegar ao burnout que queira partilhar?

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