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As emoções que precisa para começar a agir

Se o título deste post chamou a sua atenção, é porque há uma grande probabilidade de ter sido escrito a pensar em si.

Existe alguma coisa que quer começar e tem vindo a adiar?

Quer seja uma tarefa simples como lavar a loiça ou algo mais difícil como redigir a tese de um doutoramento, é quase certo ter em mente algum afazer que lhe está a causar ansiedade, mas não a suficiente para meter mãos à obra.

A palavra procrastinação tornou-se extremamente popular nos últimos anos. Fiz uma pesquisa em vários dicionários e a definição é igual em praticamente todos.

Procrastinação: Ato ou efeito de procrastinar; adiamento; delonga.

Não, você não é especial.

Como já referi noutras publicações, vivemos numa era onde prolifera uma cultura de gratificação imediata. Criou-se uma grande mentira na cabeça da geração apelidada internacionalmente pelos media como millennials, a geração que nasceu entre 1980 e 2000 e da qual eu também faço parte.

Essa grande mentira, é a de que nós merecemos recompensas sem fazer nada para as merecer, como se o simples facto de existirmos fosse motivo suficiente para que o governo, a sociedade e outras instituições tenham a obrigação de cuidar das nossas necessidades.

A crença de que somos especiais e merecemos as coisas boas da vida só porque sim tem as suas repercussões. Não precisa de ser um génio para chegar à conclusão de que alguém que acha que as recompensas têm de cair do céu, dificilmente se vai esforçar para as conseguir.

Uma vez tendo essa crença enraizada, quando tiver de executar alguma ação que sabe ser necessária, embora incómoda, vai ficar à espera que chegue o melhor momento para a executar, que é quando “sentir” que a deve fazer.

Esse momento apenas não será hoje, nem amanhã, nem para o mês que vem.

À espera da inspiração que nunca chega.

Voltando à palavra procrastinação, esta tem ainda um pressuposto por detrás:

O pressuposto de saber que tem algo a fazer.

Se não soubesse, jamais o poderia adiar.

Seja o que for que está a adiar, por algum motivo não está a encontrar a inspiração que precisa para chegar à sua concretização. Tal não significa que tenha desistido de o fazer, nem pensar!

A história que se conta a si mesmo é que num futuro próximo, a determinada hora, vai sentir vontade de fazer o que tem a fazer. Convenceu-se de que sentir essa emoção é algo que está fora do seu controlo e que a única coisa que lhe resta fazer é esperar.

Consegue imaginar como é que será a sua vida nos próximos 6 meses? A situação que tinha em mãos e que precisava da sua atenção mantém-se? E nos próximos 5 anos? Será possível que as emoções que precisa sentir para começar a agir nunca cheguem? Sim, é possível.

O maior segredo sobre motivação.

Vou contar-lhe o segredo mais bem guardado de todos os high achievers que é o seguinte:

Não precisa de sentir nenhuma emoção em específico para agir.

Esqueça a inspiração e a motivação, estas estão fora do seu controlo. Existe sim algo que está dentro do seu controlo, consegue esticar os braços? Consegue levantar-se da cadeira? É capaz de caminhar?

Se sim, é porque essas coisas estão no seu controlo, e repare, você não precisa sentir nenhuma emoção em concreto para fazer qualquer um dos movimentos acima referidos. Apenas decide fazê-los, e faz.

O mesmo aplica-se a qualquer tarefa que precise de realizar.

No que diz respeito a tarefas mais complexas, é essencial dividi-las por partes. Se tem dúvidas, o primeiro passo é escrever o objetivo principal, depois disso escreva todas as tarefas que tem de fazer de maneira a concretizar o objetivo maior.

Se alguma dessas tarefas precisa de ser dividida em várias, não hesite em fazê-lo. Após escrever, ganhará clareza em relação ao que precisa de executar e em que ordem, tendo assim criado um manual de instruções.

Estando na posso desse manual, tem agora aquilo que é fundamental para começar a agir.

Clareza e objetividade.

A inspiração e a motivação podem estar fora do seu controlo, mas tendo clareza e objetividade acerca do que necessita fazer, só tem de tomar a decisão de avançar, independentemente do que estiver a sentir no momento.

Se leu este artigo até ao fim, o poder de agir está apenas a um passo, decidir fazê-lo.

Pergunta: O que o ajuda a fazer o que tem a fazer, mesmo quando não sente vontade?

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