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Você não precisa de um guru

Desde que o desenvolvimento pessoal se tornou numa indústria altamente lucrativa, nunca mais saiu de moda.

Algumas pessoas têm a ideia de que esta é uma matéria apenas para quem tem algo em falta, pois se alguém está a tentar desenvolver-se, é porque acha que não é suficiente tal como é.

O termo “desenvolvimento pessoal” é muito abrangente, e pode incluir tópicos tão diversos como desenvolver autodisciplina para perder peso, aprender a gerir o tempo de maneira superprodutiva, ou até aperfeiçoar as capacidades de liderança.   

Quando alguém sente vontade de desenvolver algum aspeto da sua vida, tal não significa necessariamente que seja mau, incompetente, ou que tenha graves falhas de caráter.

Embora essas características levem por vezes algumas pessoas a sobrecompensarem, chegando a tornarem-se reconhecidas mundialmente nas áreas que escolheram aperfeiçoar.

Se quer aprender uma nova habilidade, quer seja algo simples como escrever num teclado sem olhar para as teclas, ou algo mais difícil como correr uma maratona, durante a sua aprendizagem vai passar por um processo de desenvolvimento pessoal. 

Terá de mudar alguns dos seus hábitos, colocar-se numa posição de aprendiz, e estar disposto a mudar a sua perspetiva. 

O problema dos gurus. 

Existem “gurus” que na realidade são marketeers. Não que haja algum mal em ser-se um marketeer, estes fazem falta e muitos são dotados de uma grande ética.  

O tipo de guru/marketeer a que me refiro, são aqueles que se posicionam como alguém que possui todas as respostas para todos os males do mundo, mas só a troca de somas avultadas de dinheiro. 

Alguns deles sabem que são charlatães, outros acreditam mesmo que estão a contribuir para um mundo melhor ao cobrarem 10.000 dólares por uma sessão de life coaching de 30 minutos. 

Poderia referir aqui alguns nomes, mas a ideia de ser processado por vários multimilionários em simultâneo demove-me. 

Tirando estes “gurus” do panorama, existe um grupo de peritos que dispõe de conhecimentos extremamente avançados e úteis, e que também são pagos a peso de ouro, mas com a diferença de conseguirem resultados absolutamente abismais para os seus clientes. 

Estes últimos são os que quer ouvir.

Como distinguir um falso guru de um verdadeiro perito. 

A informação certa pode mudar completamente a sua vida, se souber onde a encontrar. Certamente que a minha mudou várias vezes graças aos conhecimentos transmitidos pelas pessoas certas. 

Pessoas como o Brendon Burchard que me ensinaram a gerir a minha energia para melhorar o meu desempenho. Como o Tony Robbins, com o qual aprendi a alterar rapidamente o meu estado emocional mudando a linguagem corporal. E como o Eben Pagan, com o qual aprendi muito sobre marketing.

Estes peritos, normalmente, sugerem aos seus seguidores que descartem as aprendizagens que acharem não fazer sentido, ao invés de tentarem convencê-los de que os seus ensinamentos definem as regras do universo. 

Esta aproximação sugere que as ideias devem ser testadas para que se possa observar o seu resultado, e então refiná-las. Cada caso é diferente, e o que funciona às mil maravilhas para algumas pessoas é desastroso para outras. 

O excesso de informação disponível. 

No meio de tantos vídeos, cursos online, ebooks, podcasts e blogs, é muito fácil perder-se num oceano de ensinamentos dispersos que nem se relacionam uns com os outros.  

O facto de existir uma grande quantidade de sítios onde procurar respostas não é uma coisa má. Não obstante, facilmente o pode levar a procrastinar devido ao trabalho de encontrar a informação correta no meio de tantas opções. 

Você não precisa de um guru, mas pode aprender com aqueles que desbravaram o seu próprio caminho. Provavelmente já ouviu dizer que quando o estudante está pronto aparece o professor, mas em vez de um professor, porque não ter vários? 

Cada um de nós percorre o seu percurso, e a vida trata da nossa aprendizagem. Todavia, a aprendizagem também acontece graças à vida das pessoas que se cruzam no nosso caminho, mas só se a souber ouvir.