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Quando ser ousado, quando ser cauteloso e quando ser sensato

A vida é feita de decisões. A nossa estadia neste mundo é muito breve, e por esse motivo, o conceito da morte está sempre presente na minha mente.

Eventualmente, não estará no mesmo ponto do que eu. No entanto, estou certo de que quer desfrutar da sua experiência enquanto está vivo da melhor maneira possível.

Para que tal aconteça, uma das noções a reter, é que a qualidade das nossas decisões dita a qualidade das nossas vidas. Sendo fundamental aprender a não permitir que o nosso ambiente controle as nossas emoções.

Quando ser ousado, quando ser cauteloso e quando ser sensato? Esta pergunta torna-se particularmente relevante para quem tem ambições na vida.

Começando pela ousadia, a melhor altura para se ser ousado, é na minha opinião quando sabe que é capaz de alcançar mais, de conquistar mais e der ser mais do que aquilo que é.

Existem determinadas alturas em que os seus resultados estão apenas à espera de um ímpeto mais corajoso da sua parte.

Ímpeto esse que requer ações fora da sua zona de conforto. O que causa receio, é o facto de que no momento em que está a ser ousado não tem maneira de saber se está a ser imprudente, mas é mesmo assim que é suposto ser.

Ser ousado é sinónimo de ser corajoso, e agir com coragem, é agir na presença do medo. É agir mesmo quando a possibilidade de obter o desfecho pretendido é escassa.

Ainda assim, mais vale agir e fracassar do que ficar parado e ser assombrado pelo pensamento do que poderia ter acontecido se tivesse agido.

Em caso de dúvida, seja ousado quando o resultado é demasiado importante para se ser cauteloso, e quando o tempo não joga a seu favor.

Quando ser cauteloso.

A ousadia nem sempre é o mais indicado. Por vezes, ser cauteloso pode fazer com que não deite tudo a perder. Jogar pelo seguro é a jogada mais inteligente quando tem várias tentativas. Quando a hipótese de falhar por falta de audácia não acaba com os seus planos.

Aprender a ser cauteloso é lutar contra a tendência para a impulsividade. As nossas finanças pessoais, por exemplo, são uma daquelas áreas onde a cautela raramente é demais, e onde ser-se ousado é quase sempre uma péssima ideia.

Quando é possível medir as consequências e quando estas podem ser demasiado altas para as suportarmos, é altura de sermos cautelosos com as nossas decisões.

Quando ser sensato.

Para entender a diferença entre cautela e sensatez, basta ver a definição de cada uma dessas palavras no dicionário online de português. Como este refere, a cautela é um excesso de cuidado que tem como objetivo prever um mal.

Enquanto que a sensatez é a particularidade de quem é equilibrado e age com bom senso. O que nos leva à pergunta:

O que é bom senso?

O senso comum de uma pessoa pode ser completamente diferente do senso comum de outra.

A melhor forma de se auto avaliar para saber se vai agir com sensatez, é quando sente confiança nas suas decisões, quando sente que pode confiar na sua experiência e na sua intuição.

Na TEDx Talk do investigador Duncan Watts, este menciona a conclusão de um estudo do sociólogo Paul Lazarsfeld, em que afirma que as respostas a uma pergunta são óbvias a toda a gente uma vez que sabem a resposta!

Por vezes, temos controlo no desfecho de uma situação, outras vezes não temos. Às vezes será ousado quando deveria ter sido cauteloso, e outras vezes será excessivamente cauteloso por falta de sensatez.

Será capaz de tomar decisões cada vez mais sensatas à medida que aprende, o que requer que analise os resultados de cada vez que decide ser ousado, pois tal como o filósofo George Santayana disse:

“Aqueles que não se recordam do passado estão condenados a repeti-lo”

George Santayana

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