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A autossabotagem – como parar de estragar os seus próprios planos

Ao longo dos anos, conheci algumas pessoas que dizem ter desistido de fazer planos devido a estes nunca se realizarem. Se ainda não chegou a este extremo e continua a traçar as suas metas, ainda que não as concretize, dê-se por feliz e continue a ler.

Se já desistiu mesmo de tentar concretizar qualquer uma das suas aspirações, hoje é o dia em que tudo pode mudar. Infelizmente, o número de pessoas que não leva os seus planos até ao fim supera o das que os concluem.

Quando desiste dos seus sonhos sem se aperceber.

Já lhe aconteceu estar focado e dedicado em busca de um objetivo, para se aperceber uns dias mais tarde que parou completamente de se esforçar? Nessa altura, provavelmente perguntou-se a si mesmo o que raio aconteceu para ter desistido a meio do caminho sem se aperceber.

Quando repentinamente ganha consciência de ter deixado algo a meio no passado, sem ter tomado a decisão consciente de o fazer, é porque entrou no mundo caótico da autossabotagem.

A autossabotagem não é uma escolha, ninguém decide boicotar os seus objetivos por mero prazer, o que nos leva à sua mente subconsciente. A sua mente subconsciente quer a sua sobrevivência, não lhe interessa se prospera ou se regride no seu desenvolvimento pessoal.

Apenas lhe interessa que se mantenha vivo e para isso, o melhor é fazê-lo permanecer no patamar onde se encontra, afinal de contas tem sobrevivido muito bem assim. Desengane-se se acha que estou a tentar atribuir as culpas a circunstâncias externas. Não estou, até porque a sua mente é sua!

4 maneiras de se autossabotar.

Existem várias formas de se autossabotar e irei descrever algumas das mais comuns. Caso a consciencialização não seja suficiente para o impulsionar novamente, acrescentei soluções no final de cada uma das formas de autossabotagem descritas.

1

– Achar que precisa de saber toda a teoria antes de dar o primeiro passo.

Pode ler todos os livros existentes sobre ténis, observar atentamente as partidas dos melhores jogadores do mundo e conhecer os nomes técnicos de todos os movimentos e ainda assim, vai fazer um jogo miserável e de fraca execução quando pegar numa raquete pela primeira vez.

Este conceito aplica-se a praticamente tudo. Não existe uma quantidade de horas de estudo suficientemente grande, ao ponto de substituir a aprendizagem pela prática. A teoria faz falta sim, sem esta não saberia ao certo quais as ações que deve meter em prática.

Todavia, o estudo torna-se frequentemente numa forma de procrastinação. Por favor leia a última frase novamente, eu e muitas outras pessoas já caímos neste engodo. O engano aqui, é achar que se estamos muito ocupados é porque estamos a progredir.

Se deseja realmente avançar no caminho das suas metas, não se limite apenas ao estudo. Assim que souber teoria suficiente para aplicar alguma coisa, aplique! Tornará a sua aprendizagem bem mais rápida.

Solução.

Se tem sabotado o seu próprio sucesso ficando eternamente preso na teoria, aplique a seguinte regra:

Por cada 2 horas de estudo obrigue-se a ter pelo menos 1 hora de prática.

2

– O medo de problemas imaginários.

Sofrer por antecipação tem um preço. A ansiedade causada pela sua imaginação, quando pensa em possíveis futuros problemas, é suficiente para o paralisar. Recentemente, escrevi um artigo onde evidenciei a importância das rotinas diárias.

Se as suas rotinas diárias conseguem dar-lhe uma boa previsão de onde vai estar nos próximos anos, a ausência de ações concretas também.

Algumas pessoas têm uma tendência para imaginar o pior desfecho possível em todas as situações, quando ainda nem sequer fizeram nada para meter em prática os seus planos.

O medo que sente acerca do que poderá acontecer de negativo se tentar algo novo, vai sabotar os seus objetivos tão rapidamente, que nem vai chegar ao ponto de se esforçar verdadeiramente.

Solução.

Faça um exercício de visualização mental em que imagina a sua vida daqui a 10 anos, e que manteve exatamente os mesmos comportamentos e as mesmas rotinas do presente. Se fizer o mesmo de sempre, provavelmente já sabe que vai ter mais do mesmo.

Com a inatividade, a qualidade da sua vida tem até uma tendência para piorar e não para se manter. Para acabar com o medo de agir, confie nas estatísticas.

Está comprovado que aquilo que as pessoas mais temem raramente acontece, e que quando acontece, nem sequer as faz sentir da maneira que tanto receavam.

3

– Não conhecer os valores que o movem.

Todas as pessoas operam através de um conjunto de valores. Valores como realização pessoal, independência, liberdade de ação, criatividade etc… É importante saber quais são os seus, os valores são o combustível que o movem à ação.

Quando desrespeita os seus valores durante a perseguição de uma meta, a ansiedade que daí resulta torna-se rapidamente insuportável. Não existe nenhuma necessidade de tornar a sua vida num inferno enquanto percorre o seu caminho.

Solução.

1º. Faça uma lista dos valores que são importantes para si.

2º. Observe o seu plano de ação e identifique onde é que os seus valores estão a ser ignorados.

3º. Reformule os seus passos de ação de maneira a viver simultaneamente os seus valores.

4

– Não trabalhar a autodisciplina.

Começar um novo projeto de vida é sempre estimulante. Seja uma nova dieta ou a criação de um novo negócio, o simples facto de estar a descobrir um novo mundo pode trazer-lhe uma grande dose de motivação inicial.

E apenas inicial!

A motivação é um dos aspetos mais sobrevalorizados na indústria do desenvolvimento pessoal. Existe a crença comum de que precisa de se sentir motivado se quer fazer alguma coisa, como se não controlasse os movimentos do seu corpo a não ser que sinta determinadas emoções “motivadoras”.

A motivação dá-lhe um empurrão apenas forte o suficiente para vencer a inercia. Manter-se motivado ao longo do tempo é difícil devido a todos os obstáculos que surgem ainda antes de observar resultados positivos. Para não descarrilar precisa de autodisciplina.

No entanto, se não tem autodisciplina, nada está perdido.

Solução. 

Comece por instaurar pequenas rotinas diárias relacionadas com o seu objetivo de longo prazo. Mantenha a simplicidade, é importante que sejam realmente pequenas tarefas para que tenha a certeza que as consegue fazer numa base diária.

Quando sentir que essas pequenas rotinas já estão perfeitamente incorporadas no seu dia a dia (normalmente 1 mês), aumente gradualmente a dificuldade, incorporando novas pequenas rotinas, sem prejudicar as que já realiza diariamente.

Pergunta: Como faz para não cair no embuste da autossabotagem?

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