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E se todos os conselhos fossem inúteis?

Gostaria por momentos que imaginasse que vivemos num mundo, onde todas as pessoas são desnorteadas, insensatas e burras.

Menos você.

Muitas oportunidades mas ninguém a quem pedir opinião.

Neste mundo imaginário, pode conquistar o que quiser, tal como naquele em que vivemos. A principal diferença, é que todos os conselhos são inúteis. As oportunidades estão disponíveis e à espera de serem aproveitadas, só que não existe absolutamente ninguém a quem pedir conselhos.

Ou melhor…

Pode pedir opiniões a quem quiser, mas sabe que todos os conselhos que alguma vez lhe vão dar serão sempre obsoletos na sua totalidade, uma vez que está rodeado de pessoas que não têm conhecimentos sobre absolutamente nada (mas que lhe darão as suas opiniões com muito prazer se tiver a insensatez de as pedir).

Existe sabedoria mas apenas escrita.

Neste mundo, tão parecido com o nosso, também existem ferramentas para alcançar os seus objetivos. Pode criar a sua própria empresa, fazer um doutoramento, aprender a falar 5 línguas, o que quiser.

O conhecimento está apenas nos livros e em artigos na internet (tendencioso eu sei).

Uma vez que não vai pedir opiniões a ninguém porque sabe que seria uma perda de tempo, resta-lhe apenas aprender pelos livros e pela internet (e já que estamos num mundo imaginário, o único blog que existe e que é considerado a fonte do melhor conhecimento em todo o universo está em www.desbloqueie-se.com).

A aprendizagem pelos livros e pelo melhor site do universo apenas o podem levar até certo ponto. Assim sendo, qual a melhor forma de aprender alguma coisa logo depois de a estudar nos textos?

Através da seguinte fórmula:

Execução – Feedback – Aprendizagem  

Vamos analisar cada fase do processo:

Execução.

O conhecimento que obteve a ler ajudou-o a visualizar na sua mente passos concretos e acionáveis. Mas você sabe até mesmo antes de os aplicar, que estes não são suficientes devido à diferença do contexto em que serão reproduzidos. Este é apenas um dos problemas.

Aqui estão outros:

– Ter apenas o entendimento teórico sem experiência real fá-lo sentir-se inseguro.

– Ao fazer pela primeira vez aquilo que aprendeu a ler, é muito mais provável falhar do que ser bem-sucedido.

– Vai ter de fazer tudo sem ajuda de ninguém pelos motivos que já sabe (caso se tenha esquecido todo o mundo é bronco menos você).

Ainda assim, existe algo que está em seu poder:

A Ação.

Ainda que faça uma pobre execução, esta dar-lhe-á algo que jamais ninguém lhe poderá dar com tamanha precisão e que o ajudará a passar ao próximo nível, feedback genuíno.

Feedback.

Depois da execução vêm os resultados. Não necessariamente os que deseja, mas seguramente os que mais lhe vão ensinar sobre o que precisa de saber.

Os resultados da sua execução dar-lhe-ão a informação mais precisa que alguma vez poderá encontrar.

Só você sabe quais os seus recursos e qual o grau de risco a que se pode sujeitar. Fez o mais importante, executou. Agora é hora de observar os resultados que obteve, decompor o processo e avaliar o que fez de melhor e o que não deverá repetir da próxima vez.

Com o feedback e a avaliação ponderada deste, vem a aprendizagem.

Aprendizagem.

A aprendizagem pelo feedback vai melhorar consideravelmente a sua execução. Para que esta ocorra verdadeiramente, é necessário ver os erros como uma parte fundamental do processo de aprendizagem, retirando o seu ego da equação.

Se agiu com uma determinada intenção e não obteve o resultado que pretendia, não significa que você seja um fracasso.

Significa simplesmente que as ações que executou não alcançaram a meta e que não só precisa de tentar novamente, como tem de o fazer de maneira diferente.

Retirar o seu ego ajuda-o a ver o invisível. Aqueles erros que nos fazem sentir menos inteligentes e que tendemos a atribuir aos outros ou ao ambiente.

Assuma que quando alguma coisa corre mal a culpa é sempre sua, e que isso não significa rigorosamente nada sobre o seu intelecto.

Conclusão.

Esta visão de um mundo cheio de oportunidades como o nosso, onde você é a única pessoa inteligente do planeta, é uma sátira com um propósito.

Não estamos assim tão longe desse mundo imaginário quanto o que podemos pensar. A única diferença, é que as pessoas não são realmente assim tão lerdas.

Facilmente encontramos pessoas à nossa volta que dão conselhos com as melhores intenções, expressam-se de maneira coerente, já deram provas de serem inteligentes noutras áreas e cujo os argumentos são lógicos e racionais.

Mas ainda assim, os seus conselhos continuam a ser totalmente inúteis.

A não ser que tenham passado pela mesma experiência, começado do mesmo ponto de partida e chegado ao lugar onde você almeja chegar.

Quando tiver dúvidas sobre a validade dos conselhos que alguém lhe deu, estude a informação que conseguir encontrar sobre o assunto e repita a fórmula:

Execução – Feedback – Aprendizagem.

Depois do último passo, a aprendizagem, repita a execução e assim sucessivamente. Cada vez que percorrer o ciclo, estará um pouco mais apto, competente e confiante para atingir a sua meta do que na anterior. É mesmo possível que invente uma nova maneira de fazer alguma coisa.


P.S. –Sei o quanto arrojado é a ideia de se aprender alguma coisa sozinho. Contudo, no mundo em que vivemos onde toda a gente tem sempre uma opinião a dar acerca de tudo, e na falta de bons mentores, a autoaprendizagem é por vezes a única solução.

7 comentários em “E se todos os conselhos fossem inúteis?”

  1. Oi
    Muitas vezes conselhos não são bons ou talvez escolhemos o conselheiro errado. Sempre que estou em um projeto novo preço a opinião de minhas irmãs é depois avalio se sigo ou não no projeto…

  2. As vezes o mundo real não é muito diferente dessa versão imaginária haha É surpreendente como as pessoas adoram aconselhar os outros sobre coisas que elas nem entendem!

  3. Como diz minha mãe, se conselho fosse bom, não era de graça
    hahahaha
    nem sempre podemos ir atrás dos outros, pois o que dá certo pra um, nem sempre dá pra nós também

  4. Achei bem interessante essa discussão sobre conselhos. Eu particularmente adoro receber feedbacks sobre o meu trabalho, sempre me ajuda muito! Mas desde que seja algo realmente construtivo.

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