Como voltar ao de cima após uma grande queda

A jornada de quem corre atrás de objetivos de longo prazo é cheia de aventuras e de peripécias.

O caminho que é feito ao longo dessa jornada nunca é em linha reta, são várias as vezes em que surgem obstáculos que nos deixam sem fazer a mais pequena ideia de como os ultrapassar.

Por vezes, as barreiras podem ser contornadas, outras vezes, é necessário saltar por cima destas e nalgumas situações, têm mesmo de ser derrubadas.

Aqueles que mantêm os olhos no seu objetivo sem se esquecerem do porquê do caminho que escolheram, eventualmente vencem qualquer barreira.

O tema deste artigo não foi escolhido ao acaso, eu próprio acabo de voltar ao de cima após uma grande queda, nomeadamente, após uma série de más decisões que fizeram com que a Desbloqueie-se se afundasse, deixando-me fora de jogo durante quase três meses para conseguir corrigir os erros, mas consegui a muito custo reerguer tudo novamente e agora ocorrem-me os pensamentos que a maioria das pessoas experimenta depois de voltar a ganhar tração, logo a seguir a um grande fracasso:

“O que mais temia aconteceu e afinal sobrevivi”

“Se consegui vencer isto então mais nada me vai parar”

“Estou mais forte do que nunca”

A minha recente queda permitiu-me tomar do meu próprio remédio e aplicar a mim mesmo tudo aquilo que eu tenho vindo a partilhar em todas as minhas publicações.

Enquanto estava a ser levado pelo furacão sem saber quando é que este ia parar, precisei de me relembrar constantemente o seguinte:

O fracasso nunca vai ser o fim a não ser que eu desista.

Para conseguir novamente pisar o chão, recordei-me ainda do que aprendi com o Eben Pagan num dos seus seminários:

“Quando o barco está a afundar, não aja no desespero, volte ao básico”

Voltar ao básico é voltar às origens, fazer novamente aquilo que fizemos quando tudo começou. No meu caso em concreto foi a criação de um novo plano de negócios, uma nova estratégia de marketing e o desenvolvimento de uma nova PUV (proposta única de valor).

No entanto, este conceito pode perfeitamente ser aplicado noutras áreas sem ser a nível empresarial.

Independentemente da área em que fracassou, é possível voltar ao básico. Para que isso aconteça, tem de voltar a ter as mesmas atitudes, a mesma perspetiva e as mesmas ações que teve originalmente.

Pode ser difícil ganhar clareza estando no meio dos escombros e ainda a contabilizar os estragos.

Se puder afastar-se da situação temporariamente, tire umas semanas de descanso para recuperar o seu foco, desta maneira quando voltar vai conseguir ter uma nova perspetiva acerca do que precisa fazer para voltar ao de cima.

É impossível evitar fracassos de vez em quando, mas felizmente, não é necessário fazê-lo. Falhar nalguma coisa não é divertido, não nos dá inspiração e não nos traz benefícios a curto prazo (a longo prazo a história é outra).

Na indústria do desenvolvimento pessoal ouvimos com frequência que é necessário falhar regularmente, que é com os fracassos que aprendemos e que se ainda não chegámos onde queríamos, então é porque não estamos a falhar rápido o suficiente.  

Subscrevo tudo aquilo que é dito acerca do fracasso. No entanto, quando estamos a experienciá-lo em primeira mão, não pensamos:

– Boa! Acabei de fracassar! Estou agora mais perto do meu objetivo!

Viver um fracasso é desagradável, às vezes catastrófico e por vezes parece o fim do mundo. A boa notícia é que existe o:

Durante o fracasso,

e o

Depois do fracasso.

Perpetuarmos a sensação de inaptidão na nossa mente é uma escolha. O – depois do fracasso – é quando a onda de destruição já passou e passa a ser a altura de reconstruir o que tínhamos e elevá-lo a um patamar superior, ou quem sabe construir algo totalmente novo que esteja mais alinhado com a nossa missão e com os nossos valores pessoais.

Para começar, é fulcral ver o fracasso como um evento, ou seja, ter o entendimento de que:

Você não é um fracasso, você teve um fracasso.

Se chegou onde estava antes de ter fracassado, é porque sabe como é que se chega lá. Se optar por reconstruir o que quer que seja, só tem de fazer aquilo que já fez, seguir os mesmos passos.

Lembre-se do começo:

Como é que iniciou aquele projeto?

Como é que começou aquele relacionamento?

Onde é que foi buscar inspiração para fazer o que fez?

Será de grande utilidade fazer uma lista dos seus recursos internos e externos para se organizar.

Os recursos externos são tudo o que pode ser utilizado e que se encontra no ambiente à sua volta, por exemplo:

Um computador, o centro de emprego, os artigos do blog Desbloqueie-se, a sua amiga perita em relacionamentos, uma incubadora de empresas.

E os recursos internos podem ser algo tão simples como:

Recordar-se a si mesmo que é alguém cheio de desenvoltura, recordar-se da aprendizagem de experiências passadas em que viveu situações com contornos semelhantes àquela que atravessa neste momento, ter confiança nos seus conhecimentos e nas suas habilidades, as quais é provável ter esquecido que tinha no meio da confusão, e a lista continua.

Agora só precisa de criar uma nova visão acerca do que quer realizar. Se está à espera de um sinal do universo para começar a meter mãos a obra aqui vai:

Universo

Se escolher parar por aqui vai deixar que fracasso se torne permanente, se optar por continuar, a longo prazo o seu mais recente fracasso tornar-se-á em mais uma das suas forças.

Pergunta: O que é que já fez para voltar ao de cima após uma grande queda?

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